Editorias

Pesquisa mostra desafio de cineastas indígenas para financiar filmes

Livro sobre as dificuldades enfrentadas será lançado hoje em Brasília

Compartilhar:
Banner promocional do '59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro', com a data '11 a 19 de setembro' e a lista de regiões administrativas.

Filmes indígenas estão nas salas de cinema, mostras, festivais e nas plataformas de streaming. Ganham prêmios e reconhecimento. Mas para acessar esses espaços é preciso superar barreiras. Uma delas é a do financiamento.

Pesquisa da Rede Katahirine com 60 cineastas de 40 povos indígenas mostra que cineastas indígenas têm dificuldade de concorrer a editais de fomento.

Enquanto 81,7% delas já apresentaram filmes em mostras ou festivais, o que demonstra o reconhecimento de suas obras, 71,7% delas relatam que já desistiram de concorrer a um edital. Os principais motivos são a burocracia (70%), o não atendimento aos requisitos de participação (43%) e a linguagem técnica dos concursos (41%).

Mari Corrêa, idealizadora da rede Katahirine explica que os editais costumam exigir documentos que as cineastas têm dificuldade para fornecer, especialmente as que moram nos territórios.

“Alguns editais exigem que o proponente tenha uma empresa, uma produtora, por exemplo. Não pode concorrer como pessoa física. Isso praticamente elimina a possibilidade de concorrerem ao financiamento”.

É o caso de Larissa Tukano. Ela é cineasta e artista visual, mas diz que não procura editais porque acha a linguagem difícil. “Pedem também uma experiência que não podemos comprovar. E a gente sente que esses concursos não nos contemplam”, diz.

Um outro olhar

Larissa defende o modo de fazer cinema indígena. Ela diz que ao filmar a própria comunidade, esses cineastas têm um olhar diferente, um respeito pelo tempo das pessoas que estão sendo filmadas. “Podemos conversas na nossa própria lingua e isso torna a conversa mais íntima. Também sabemos o que pode e o que não pode ser filmado”, explica.

Mari Corrêa também destaca que o cinema indígena segue a própria lógica de produção.

“Os roteiros não são feitos da forma ocidental de entender um roteiro. A presença do coletivo é muito forte e as decisões são tomadas de modo menos hierarquizado, dentro da comunidade.”

Serviço

O livro Ler o vento, filmar o mundo: pesquisa-mapeamento do cinema das mulheres indígenas no Brasil , idealizado pela Rede Katahirine – Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas – será lançado nesta quinta-feira, 17 de setembro, as 14h no Cine Brasília, em Brasília.

A entrada é gratuita. No mesmo dia será lançado também o livro Diretrizes para um audiovisual ético com povos indígenas. 

Iara Balduino

Comunidade

Quer participar da conversa? Faça o seu cadastro rápido e gratuito.

Fazer Login / Criar Conta

Mais notícias

Economia

STJ mantém condenação da ex-deputada Flordelis a 50 anos de prisão

TJRJ já havia confirmado a pena da ex-deputada em 2022

Economia

Saúde qualifica assistência para prevenir progressão de doença renal

Medida reúne consultas, exames e procedimentos integrados

Economia

Pessoas com deficiência vivem em piores condições de moradia, diz IBGE

Acesso aos serviços de saneamento é inferior

Economia

Defesa de Daniel Vorcaro pede revogação de prisão preventiva a Fachin

Para defesa, processos da Operação Compliance Zero foram paralisados

Economia

Candidatos não poderão ser presos a partir deste sábado

Medida só admite exceção em caso de flagrante delito

Economia

Renda de PCDs equivale a 70% do rendimento de pessoas sem deficiência

Dados do Censo 2022 do IBGE foram divulgados nesta sexta-feira

PAUTA61

Entrar na Comunidade

Faça login com seu e-mail e senha para publicar seu comentário e ler matérias exclusivas.

Ainda não tem conta? Cadastre-se grátis

E-mail de Recuperação Enviado!

Verifique sua caixa postal (e a pasta de spam) para redefinir sua senha.
O link enviado deve ser acessado em no máximo 15 minutos.

PAUTA61

Crie sua conta gratuita

Crie sua conta gratuita em segundos para ler matérias exclusivas e interagir com o Pauta61.

Ao se cadastrar, você concorda com a nossa Política de Proteção de Dados.
Já tem conta? Entrar
AVISO

Ops! Tivemos um problema

Rolar para cima