Editorias

Nunes Marques suspende novos posts e seguidores no Exército do Lula

Canal no WhatsApp conta com 3,7 milhões de seguidores

Compartilhar:
O ministro Kassio Nunes Marques fala em coletiva de imprensa tendo ao fundo painel com os dizeres "ELEIÇÕES 2026".

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, decidiu nesta terça-feira (13) suspender as atualizações e o ingresso de novos seguidores no canal Exército do Lula, que possui 3,7 milhões de usuários no aplicativo de mensagens WhatsApp. 

De acordo com a decisão, o canal somente poderá receber atualizações após uma comunicação formal de seu endereço eletrônico à Justiça Eleitoral e, depois disso, decorrido um prazo de 48 horas, conforme previsto em resolução eleitoral, frisou Nunes Marques.

O presidente do TSE determinou ainda que a empresa Meta, responsável pelo WhatsApp, faça um acompanhamento proativo do que é publicado no canal Exército do Lula, bem como em outros canais de grande alcance apontados no processo e identificados pelas campanhas presidenciais. 

O acompanhamento deve ter o objetivo de apagar mensagens com conteúdo sobre os quais já haja decisão vigente do TSE ordenando a remoção e que seja de conhecimento da Meta. O contexto das publicações deve ser considerado, ponderou o ministro.

A decisão manda ainda que a empresa mantenha os registros das publicações para posterior fiscalização.

Nunes Marque deu 24 horas para a Meta informar as providências tomadas e eventuais limitações técnicas. O ministro também quer detalhes sobre os procedimentos para evitar remoções indevidas.

Disputa de liminares

Nos últimos dias, o canal Exército do Lula foi alvo de uma disputa de liminares (decisões provisórias). O próprio Nunes Marques havia determinado, no último sábado (11), a suspensão total do canal, mas teve sua decisão derrubada horas depois pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que recolocou a página no ar.

O corregedor destacou que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal em um processo administrativo, como fez, sendo que o caso já era analisado em um processo judicial regular e relatado pelo próprio Cueva.

Ao reexaminar o caso, nesta terça (13), o presidente do TSE afirmou que a não comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral é suficiente para suspender novas publicações. 

O canal é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), que acusa a Justiça Eleitoral de censura e favorecimento à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial.

>> Clique aqui e leia mais sobre o assunto

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil

Leia também

Comunidade

Quer participar da conversa? Faça o seu cadastro rápido e gratuito.

Fazer Login / Criar Conta

Mais notícias

Política

Lula e eleitores idosos se emocionam em “festa de aniversário”

Evento no Palácio do Alvorada reúne eleitores que cantam ao presidente

Justiça

MPSP passa a usar SmartSampa para combate ao crime organizado

Sistema de câmeras apoiará combate à violência contra a mulher

Política

Coordenador de campanha se diz surpreso com fuga de Flávio

Senador Rogério Marinho esperava que aliado liderasse oposição

Política

Governo alerta sobre notícias falsas relacionadas a programas sociais

Bolsa Família, Gás do Povo e fim da escala 6×1 estão mantidos

Social

Indígenas relatam violência após resultado das eleições

Há denúncia de envenenamento da água no território dos Guarani Kaiowá

Política

Após vitória nas urnas, Lula vai retomar viagens internacionais

Está prevista ida aos EUA em dezembro, para Cúpula do G20

Rolar para cima